Referente à Obra de Joel S. Goldsmith

Apesar de qualquer pessoa poder ler o conteúdo aqui escrito, nem todas estarão prontas para compreender e experimentar o seu significado profundo.

Introdução

“... Vós sois deuses, e vós outros sois todos filhos do Altíssimo” (Salmos 82:6).

Texto de Joel S. Goldsmith
(Resumo)

Disse Jesus: “Não está escrito na vossa lei... Vós sóis deuses?” (João 10:34). Sempre o Mestre tentou alçar a consciência pessoal do homem ao nível que permitisse a este o reconhecimento da própria e verdadeira identidade.

Disseram-lhe: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Jesus respondeu: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim jamais terás fome; e quem crê em mim nunca terá sede” (João 6:34,35).

O mundo pensa que esse “mim” representa um homem chamado Jesus Cristo, que viveu há dois mil anos. Mas esse “mim”, esse Eu é Deus... A consciência espiritual individualiza-se como sendo tu! O mundo tem estado a dizer que Jesus Cristo é ou foi essa Consciência, esse Eu, mas como nos poderá tal coisa ajudar se somente Jesus é essa Consciência, esse Eu, e eu não O sou?

Murmuraram dele os Judeus por ter dito: “Eu sou o pão que desceu do céu” (João 6:41).

Como os seres humanos detestam ouvir isso! Como os irrita ouvir alguém dizer: “Tenho algo de Deus dentro de mim. Sou a própria presença de Deus”. Ofendem-se com isto porque acham que alguém está se colocando acima deles, julgando-se maior que eles e pretendendo separar-se dos demais. Não compreendem que isso é apenas a expressão de um princípio que todos devem e podem adotar.

“... É esta a vontade de quem me enviou: que todo homem que vê o Filho e crer nele tenha a vida eterna...” (João 6:40).

Se puderes sentir ou perceber que Deus trabalha através de alguma pessoa, terás então que reconhecer que Ele trabalha igualmente através de ti, porque a experiência dessa pessoa era como a tua, antes que o Espírito a tocasse. O objetivo do ensino da verdade espiritual é elevar o nível de nosso entendimento a ponto de nós podermos aperceber de nossa verdadeira identidade.

Joel S. Goldsmith – “Setas no Caminho do Infinito” – Ed. Alvorada

A percepção da consciência que se desdobra eternamente nas formas individuais da criação ou manifestação é a imortalidade demonstrada aqui e agora. “Esta consciência é você”.

O Cristo é a atividade da Verdade na consciência individual. É mais uma receptividade à Verdade do que a sua verbalização. Na medida em que conseguimos a quietude interior, tornamo-nos sempre mais receptivos à Verdade que se nos revela, dentro de nós mesmos. A atividade desta Verdade na nossa consciência é o Cristo, a própria presença de Deus. A Verdade recebida e mantida continuamente em nossa consciência é a lei da harmonia em todas as nossas vicissitudes. Ela governa, dirige, orienta e suporta todas as nossas atividades da vida cotidiana. Quando nos aparecer a idéia de doença ou carência, esta Verdade onipresente será o nosso curador e nosso recurso; será mesmo nossa saúde e nosso suprimento.

Para muitos, a palavra Cristo continua sendo um termo mais ou menos misterioso, uma entidade desconhecida, algo raramente ou nunca vivenciado diretamente. Se, porém, quisermos nos beneficiar com a revelação da Presença divina ou Poder dentro de nós, feita por Cristo Jesus e outros, teremos de modificar este estado de coisas. Devemos chegar à experiência do Cristo como uma revelação permanente e contínua. Temos de viver com a percepção consciente e contínua da verdade interior ativa; mantendo sempre uma atividade receptiva – ouvidos atentos – não demorará para que tenhamos a experiência do despertar interior. Esta é a atividade da Verdade dentro da consciência, ou o Cristo que alcançamos.

Joel S. Goldsmith – “O Caminho Infinito” – Ed. Martin Claret

“... maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (I João 4:4).

“... aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve...” (I João 4:6).

Quanto o Caminho Infinito, movimento espiritual fundado nos Estados Unidos por Joel S. Goldsmith, cuja mensagem expandiu-se para vários países da Europa e América Latina, é confundido por algumas pessoas ainda hoje como sendo mais um ensinamento moralista. Inclusive, confesso que eu mesmo (autor do site) estranhei um pouco no início até compreender melhor. Isso ocorre, talvez porque ele utilizou nos seus primeiros livros, uma linguagem religiosa baseada nas Escrituras conforme ele mesmo fez um comentário em um de seus livros. Contudo, podemos encontrar uma linguagem mais moderna em seus livros “O Suprimento Invisível”, “As Palavras do Mestre”, entre outros.

Mas, de qualquer forma, a mente humana estranha e rejeita naturalmente o que é novo e desconhecido para ela.

Agora eu o defino como o caminho do meio ou do equilíbrio. Por exemplo, tem pessoas que são conduzidas inconscientemente para um lado ou outro dos extremos da mente dualística. Às vezes são reprimidas pela religião e outras vezes caem em decadência moral, até encontrarem o equilíbrio espiritual. Já o Caminho Infinito não obriga nem impõe nada. Fica a disposição de cada um alcançar ou não o equilíbrio. Ele apenas ensina a não amar, odiar nem temer o reino e a glória deste mundo (Mateus, 4:8 a 10). E não se trata de religião.

Se você não atribui um valor exagerado às coisas externas (materiais), logo não se apega nem se vicia. Se você não odeia ou teme, logo não se abstêm ou foge com medo (transcende o desejo). Então você se torna uma pessoa livre e destemida, não mais dependente dos aparentes poderes externos. Assim você passa a ser o dono de seu destino e de sua vida de forma consciente e natural. Utiliza as coisas externas e as mantém sob controle sem dificuldade, e não é mais dominado por elas, ou não se torna escravo da matéria nem dos vícios. Na realidade, é isso o que realmente almejamos intimamente, embora muitos não alcancem devido o estado de consciência que se encontram.

O desejo é uma questão delicada de explicar, já que todo mundo tem desejos. Há expressões como: “evitar os desejos”, “eliminar os desejos”, etc. Mas como? A conseqüência da repressão é a compulsão (extremos da mente humana dualística).

Quando compreendemos a frase de Jesus: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás”, então podemos entender que não amando, odiando ou temendo o reino material, nós adquirimos naturalmente o domínio espiritual do desejo, sem haver repressão ou abstinência (pose de santo). Ou seja:

Já não queremos excomungar e extirpar os desejos; o único objetivo que nos domina por completo é o de sempre conhecer tanto quanto for possível.

Quem deseja seriamente se tornar livre perderá a inclinação para erros e vícios, sem que nada o obrigue a isso; também a raiva e o desgosto o assaltarão cada vez menos. Pois sua vontade não deseja nada mais instantemente do que o conhecimento e o meio de alcançá-lo, ou seja: a condição duradoura em que ele está mais apto para conhecer.

Nietzsche – "Humano, Demasiado Humano" – Ed. Schwarcz Ltda. (Companhia das Letras).

Em outras palavras:

Ao tentarmos dominar a sensualidade, o desejo falso, a gula; ao fazer esforço para nos livrarmos dos traços humanos errôneos, descobrimos que eles se multiplicam muito e muito. Não tente, por um ato de vontade, eliminar esses erros, não se condene por qualquer traço falso ou negativo que você possa ter; não se atormente. Fique satisfeito ao vê-los se dissipar em sua percepção constante do Eu que eu sou. Não tente se livrar de qualidades negativas; não tente se livrar de qualidades ou traços humanos maus. Fique satisfeito ao vê-los se desfazer e desaparecer de sua própria inexistência, à medida que você reside sob a proteção do Altíssimo, à medida que você reside na consciência do Eu que eu sou.

Quanto mais você aprende a se identificar com o Eu que eu sou, em vez de se identificar com o corpo e com a experiência humana, mais qualidades espirituais se manifestarão em sua experiência. Se eu tivesse que tentar ser um ser humano muito bom, fracassaria. Mas, se tentar esquecer meu aspecto humano e residir no Eu que eu sou e perceber que o Eu é Deus, então, Ele Se manifestará no corpo, nos pensamentos e nas ações que se originarem.

Joel S. Goldsmith – "As Palavras do Mestre" – Ed. Pensamento

Quando a Consciência toma conta, Ela elimina todos os traços ou desejos errôneos que possamos ter e o faz à Sua própria maneira e em Seu próprio tempo. Se nós próprios tentarmos eliminá-los, estaremos sendo apenas farisaicos. Isto não quer dizer que nada devemos fazer. Devemos fazer esforço para compreender o que é Consciência, mas esse esforço não envolve o uso de saco e cinza.

Joel S. Goldsmith – “Viver Agora” – Ed. Ibrasa

É possível ter os prazeres do mundo e se alegrar com eles, ou não tê-los e não lhes sentir a falta. O que passa a existir é uma alegria interior que não precisa de estímulos externos.

Joel S. Goldsmith – “O Caminho Infinito” – Ed. Martin Claret

Eu mesmo encontro prazer em muitas das coisas bonitas e desfrutáveis deste mundo, mas já não existe mais um apego exagerado por elas.

Joel S. Goldsmith – “A União Consciente com Deus” – Ed. Pensamento

É aqui, nessa questão que muitos espiritualistas fracassam.

Não se preocupar com os desejos, ou não lhe atribuir poder e focar a atenção na busca da verdade conforme sugere também o filósofo Nietzsche, é a mesma coisa que não amar, odiar ou temer os desejos, ou o que quer que seja. Embora, muitos fazem confusão a respeito disso. Do contrário poderemos voltar a ser uma pessoa medrosa e reprimida, e não realmente livre.

Quando odiamos as coisas externas, condenamos ou excomungamos a existência. Quando tememos, estamos acreditando em poderes externos. Assim ignoramos e negligenciamos o nosso Ser interior, o Todo-Poderoso, o único Poder real. Desse modo, não há como não ser escravo dos desejos, das coisas externas, mesmo que não queiramos e lutemos contra com todas as nossas forças.

O despertar da nossa consciência espiritual, não é algo que exija sacrifício e esforço próprio, porém apenas compreensão e prática diária de reflexão e meditação, a respeito da verdade única interior. Não significa um viver triste e desagradável, através de repressão e abstinência, pois “onde está o espírito de Cristo, aí há liberdade” (II Coríntios, 3:17).

Lembre-se que Jesus não foi abstêmio assim como foi João Batista, conforme consta, não só nos Evangelhos considerados apócrifos, mas também nos Evangelhos considerados canônicos.

Na verdade, não somos nós como pessoas humanas quem alcança algum equilíbrio espiritual, porém o despertar da nossa consciência, já que isso é um dom de Deus, segundo o apóstolo Paulo (Efésios, 2:8 a 10).

Veja esta questão através de outro ângulo:

... a própria coisa que tememos e de que estamos tentando fugir se apega a nós, mas se não pusermos amor, ódio ou medo na coisa, estaremos livres dela. Esta é a lei de causa e efeito.

Só se experimenta o mal porque existe uma crença universal em sua realidade e em seu poder. Na proporção em que você conseguir aceitar Deus como Onipotência, o mal perde seu poder aparente, seu poder em crença.

... podemos aceitar o mal em nossa mente e fazer dele um poder em nossa vida, não que ele tenha poder por si só, mas porque permitimos que ele tenha poder pela nossa aceitação dele.

O amor que estou pedindo a vocês que abandonem é aquele que cria dependência ou esperança em relação a alguma pessoa. Em outras palavras, precisamos voltar para dentro de nós.

Joel S. Goldsmith – “Viver Agora” – Ed. Ibrasa

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele (I João, 2:15).

Apesar de eu buscar a verdade durante vários anos com muita sinceridade, estas eram as palavras de Jesus que a minha personalidade evitava e ignorava sempre. Na verdade, eu amava este mundo, pois ele era a única realidade que eu conhecia e me apegava, até fazer um contato interior. No entanto, não significa que eu fugir do mundo e deixei de viver. Eu passei a conhecer a sua origem além das aparências superficiais.

Autor do site.

Resistência da mente
(Joel S. Goldsmith – Resumo)

Muitos dos discípulos de Jesus que o tinham ouvido disseram: “Dura é esta linguagem; quem a pode ouvir?” (João 6:60 e 66).

A mente humana sempre se ofende com a verdade, porque esta é contrária a tudo o que ela conhece. Imagina que insulto, para ela, dizermos que quando está quieta ou inativa podem realizar-se curas maravilhosas! Imagina que afronta para o homem que se orgulha de seus conhecimentos intelectuais, dizermos que todo o seu dinamismo mental não fará tanto por ele quanto o fará um só momento de silêncio!

A mente humana se ofende quando tentamos dispensar seu auxílio.

“O espírito é que vivifica; a carne nada vale. As palavras que acabo de dizer-vos são espírito e são vida. Mas há entre vós alguns que não crêem” (João 6:63, 64).

Em que não acreditavam alguns deles? Que o Espírito vivificasse, e não a carne, isto é, que o silêncio, a paz fizeram realmente o trabalho, e não a ginástica mental, não o que se aprende em livros ou por meio do intelecto. Nós, hoje, como outrora os discípulos de Jesus, também não estamos conseguindo muito, não estamos fazendo grande progresso. Como no tempo de Jesus, a mente humana se ofende, fica irritada com a idéia de que possa existir um Espírito que trabalha sem palavras ou pensamentos, ou com a idéia de que existe no homem um Espírito que pode levantá-lo, orientá-lo e acalmar-lhe as tempestades da vida, sem que para isto necessite pensar, falar ou recorrer a tratamento.

“O mundo não pode odiar a vós. A mim, porém odeia, porque eu dou testemunho de que as suas obras são más” (João 7:7).

O mundo jamais odiará quem usar as armas ou utilize os métodos de trabalho que ele considera válidos. O mundo odeia somente aqueles que dizem que tudo o que ele tanto preza é desnecessário, visto existir um poder mais alto, o poder do Espírito. Daí a perseguição, embora não seja inevitável. Atualmente estamos aprendendo a deixar que o Cristo impessoal absorva toda a perseguição que nos movam, ao invés de nos permitirmos tomá-la sobre nós. Aceitamos a perseguição, ou tomamo-la sobre nós, quando cremos que a mensagem que apresentamos seja de nossa propriedade particular. Cada um de nós deveria, em vez de aceitar essa perseguição, conscientizar-se do seguinte: “Esta verdade não é minha, mas de Cristo. Se alguém odiar-me por isto, que seu ódio recaia sobre ela, e não sobre mim, porque eu estou apenas mostrando o que o Mestre ensinou sobre a presença de Cristo e o poder d’Aquilo que constitui nosso verdadeiro ser, o Consolador no íntimo de cada um. Se o mundo quiser odiar esta verdade, que a odeie”. Este é o segredo do Mestre, o segredo da “paz que excede todo o entendimento” (Filipenses 4:7), o segredo da paz que é poder.

Joel S. Goldsmith – “Setas no Caminho do Infinito” – Ed. Alvorada


Observação

Por isso que, ao atribuir o segredo e o poder a mente humana barulhenta e inquieta (soberba), o mundo amou e abraçou como sendo um grande e importante segredo. Mas observe na prática que a mente não pode tanto quanto divulgado pela antiga metafísica. A mente imagina e idealiza (sonha), porém é a vida real que faz e aperfeiçoa de acordo com o estado de consciência de cada um. É preciso evoluir do estado de consciência material para o mental e finalmente espiritual. Estes são os três estágios de iniciação espiritual.

Autor do site.

A consciência material é o sentido finito e enganador que considera o homem e o Universo limitados, como bons e maus. A consciência espiritual é a percepção do indivíduo como um ser de Deus, que tem apenas a mente de Deus e o corpo do Espírito.

A consciência espiritual não supera nem destrói a matéria ou as condições materiais: apenas sabe que tais condições não existem, pelo menos da forma com que nos são mostradas pelos sentidos finitos. Ela traduz para nós as aparências, revelando-nos a verdadeira natureza das coisas que estão presentes.

Joel S. Goldsmith – “O Caminho Infinito” – Ed. Martin Claret

Instrumento da Vida
(Joel S. Goldsmith – Resumo)

A mente pode ser usada para nos ajudar, e a outros, construtivamente, como também pode ser empregada para destruir todo o mundo, destruindo-se a si mesma junto com ele.

A força da mente humana pertence ao nível tridimensional. Se restringires a alimentar persistentemente pensamentos de natureza correta, amável e caritativa, farás certo progresso no sentido de melhorar teu caráter. Por outro lado, se ocupares a mente só com pensamentos obscenos, destrutivos e carnais, sem dúvida dentro de poucos meses tenderás a te converter em algo dessa natureza, que começará a transparecer em tua fisionomia.

Na vida tridimensional, que é mente e matéria, a mente é um instrumento que pode ser usado tanto para o bem como para o mal, por meio de bons ou maus pensamentos, construtivos ou destrutivos.

Uma vez tocado o centro de nosso ser, o Espírito é liberado, e então, em Sua presença, mente e corpo já não podem mais funcionar de maneira prejudicial à vida de ninguém. Matéria e mente tornam-se servos ou instrumentos sempre construtivos. O corpo passa a ser governado pelo Espírito. E a mente, cuja função natural é o pensar, passa a ser empregada pelo Espírito, o pensador cujos pensamentos são espirituais e eternos.

Precisas aceitar Deus em tua mente e em teu corpo. Se quiser que Ele te governe o corpo, lembra-te de que terá de ser através da mente. Quando entrares em meditação, deverás estar disposto a receber Deus em tua mente. E não creias que Ele atuará sobre o teu corpo por outro meio que não seja a tua mente. A não ser através desta, isso não acontecerá.

Terás que te entregar a Deus em tudo o que fizeres, pondo tuas aptidões a serviço d’Ele. Não poderás ter o Seu governo sobre uma parte de tua vida com exclusão do resto.

Joel S. Goldsmith – “Setas no Caminho do Infinito” – Ed. Alvorada

À medida que refinamos nossas qualidades mentais e manifestamos mais paciência, mais gentileza, caridade e perdão, estas qualidades se refletirão sobre nossa experiência humana. Mas não paremos por aqui.

Mais alto que o plano do corpo e da mente está o domínio da Alma, o reino de Deus. Aqui encontramos a realidade do nosso ser, nossa natureza divina – não que o corpo e a mente estejam separados ou afastados da Alma; apenas que a Alma é o recôndito mais profundo do nosso ser.

Nos domínio da Alma encontramos completa tranqüilidade, paz absoluta, harmonia e domínio. Aqui não encontramos nem bem nem mal, nem dor nem prazer, apenas a alegria de ser. Estamos no mundo, mas não pertencemos a ele, pois não mais vemos o mundo dos sentidos como aparenta ser, mas, tendo despertado nosso sentido espiritual, nós o “vemos como ele é” – vemos a Realidade através das aparências.

Joel S. Goldsmith – “O Caminho Infinito” – Ed. Martin Claret


Observação

A mente dualística (cérebro duplo), sem a supervisão do Ser único interior (Cristo em nós), (Colossenses, 1:26 e 27), pensa por conta própria, pensamentos bons e maus, positivos e negativos. Enquanto isso nós vivemos a mercê da ilusão da mente, da crença oposta em dois supostos poderes (bem e mal). Como conseqüência, o caos se apresenta como nossa realidade aparente, devido à crença contraditória (loucura). O Espírito de Cristo (nossa verdadeira identidade espiritual interior) tem uma só visão perfeita, o amor, ou bem supremo. Quando sua presença se expressa através de nós, não há mais a crença oposta no bem e no mal ao mesmo tempo (os indivíduos desencarnados, também têm a mente dupla condicionada, embora não seja mais um cérebro físico).

Autor do site.

Metamorfose interior
(Joel S. Goldsmith – Resumo)

Algumas vezes os estudantes da ciência espiritual não se sentem felizes com o desinteresse pelas coisas do mundo, que surge quando prosseguem na busca. Sentem-se como se estivessem perdendo algo de valor. Seus tesouros de arte, seus animais de estimação e os velhos amigos já não lhes são tão importantes. Passam a encarar o mundo – o corpo e mesmo a vida – mais objetivamente. Perdem muitas emoções que constituem grande parte da vida humana.

Enquanto avançam pelo caminho espiritual, são reorientados quanto aos valores humanos, e assim não sofrem muito com os aspectos negativos da vida humana, mas também não se alegram tanto com as coisas boas, como outrora. As emoções ou sentimentos mundanos já não entram tanto em sua vida de rotina. Em compensação, há vantagens que ultrapassam em muito as perdas.

Quando nos tornamos espectadores, não olhamos a vida com ansiedade pelo que esteja para acontecer. Contemplamos o que Deus está fazendo. No caminho espiritual, ao acordar pela manhã o espectador se compenetra de que “Este é o dia de Deus, este é o dia que o Senhor fez”, e pergunta-se a si mesmo: “Que experiências me trará hoje a atividade de Deus?”.

Nesta atitude objetiva, isenta de apego a coisas materiais, passamos o dia inteiro na expectativa de algo prestes a acontecer, na certeza de que o que quer que aconteça nesta hora, na próxima ou depois, terá sido produzido por Deus, será o efeito da Sua atividade. Começamos então a conhecer por experiência própria, certo estado de harmonia profunda, imutável, em que os efeitos externos já não nos interessam como em outros tempos: chegamos àquele nível de consciência que nos permite discernir espiritualmente a natureza ilusória das aparências boas ou más.

Joel S. Goldsmith – “Setas no Caminho do Infinito” – Ed. Alvorada

Sobre o Autor Joel S. Goldsmith

Joel Goldsmith é considerado o mais respeitado místico ocidental do século XX. Fundou, nos Estados Unidos, um movimento espiritual denominado “O Caminho Infinito”. Sua mensagem expandiu-se para vários países da Europa e América Latina.

No Brasil, seus livros são lidos e estudados por grande número de pessoas.

Como curador espiritual, Goldsmith percorreu, a pedido de seus pacientes, o mundo inteiro. Nunca aceitava pagamento pelas curas que realizava.

Sua mensagem central é: “Homem, conscientiza a presença infinita de Deus em ti mesmo”.

Ele faleceu em 17 de junho de 1964.


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The Infinite Way™, é a marca registrada e detém os direitos do material original de Joel S. Goldsmith. Este site não tem nenhuma relação com a marca. O objetivo é simplesmente divulgar um pouco de sua profunda mensagem.

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