Poderes aparentes

Texto de Joel S. Goldsmith

A razão pela qual a lei de causa e efeito continua a atuar em nossa consciência é darmos poder a essa lei. Devemos voltar à compreensão de que Deus nos deu domínio e que não existe poder fora de nós. Isso anula a lei de causa e efeito e deve ser a base de nosso trabalho.

Enquanto damos poder à forma ou depositamos confiança em qualquer coisa no quadro exterior, estamos semeando a carne. Estamos semeando a carne se tememos algo no mundo externo da forma, seja pensamento ou coisa. Venceremos a lei de causa e efeito na proporção de nossa compreensão sobre esse ponto. Não nos leva isso de volta à verdade de que o reino de Deus, o reino de poder, está dentro de nós? E, se ele está dentro de nós, não precisamos temer coisa alguma ou pessoa alguma.

Nós somos os únicos que podemos anular a lei de causa e efeito. Começamos a fazer isso no momento em que reconhecemos que Deus nada tem a ver com o bem ou mal de nossa experiência, quando soltamos Deus e passamos nosso tempo percebendo que superar nossos problemas é superar a lei de causa e efeito. A responsabilidade está diretamente sobre nossos ombros.

Deus nos deu domínio. “Eu e o Pai somos um” (João, 10:30). Basta apenas que reconheçamos Sua presença e Ele se põe a trabalhar. Reconhecemos poder espiritual e deixamos que ele funcione. Nós não usamos o poder do sol: simplesmente deixamos que ele brilhe. Não procuramos meio de usar poder espiritual: deixamos que ele nos use. O reino de Deus está dentro de nós. Nessa palavra, nós repousamos. Então Ele executa Suas funções.

Deus está funcionando e, se alguma coisa de Deus não se manifesta, a culpa é nossa. Nós não nos livramos suficientemente da dependência em relação a pessoas ou coisas e não vimos que a lei de causa e efeito continuará a atuar porque não percebemos sua falta de poder. Nada é poder, mas pensamento faz com que o seja. Na medida em que percebemos a herança de domínio que nos foi dada por Deus, nós ficamos livres da lei de causa e efeito.

Percebamos que nossos problemas são criados por uma lei de causa e efeito, e depois percebamos a falta de poder daquela lei cármica, segundo a qual aquilo que semearmos colheremos. Lei cármica é a crença em dois poderes e é uma crença universal, mas superar essa crença é uma experiência individual. Ninguém pode fazer isso por nós.

Joel S. Goldsmith – “Viver Agora” – Ed. Ibrasa

Aflições, discórdias, moléstias e desarmonia existem na experiência humana devido à nossa ignorância da Verdade básica, segundo a qual só Deus é Poder. Trata-se de uma ignorância universal, que se impõe quando somos concebidos e começa a nos controlar quando nascemos. Chegamos ao mundo ignorante da Verdade espiritual, aceitando a crença em dois poderes – o bem e o mal – muito antes de compreender o seu significado. Tornamo-nos mortalmente receosos do mal; temos medo de fracassar, medo de encontrar estranhos, medo de automóveis, medo de praticamente tudo o que existe – e até somos mandados à igreja para aprender a temer a Deus!

Ninguém é pessoalmente responsável pelos pecados, pelas doenças, pelas carências ou pelas limitações que ocorrem no âmbito de sua experiência. Pensamentos errôneos não engendram essas coisas, nem a inveja, o ciúme ou a malícia. Não as produzimos a cobiça, a cupidez, a ambição desenfreada. Nenhuma falha que possa ser detectada em nós pode criá-las. Não somos responsáveis pelos males que se manifestam por nosso intermédio ou em nossa experiência. Isso é fácil de aceitar; só se torna difícil quando afirmamos que nem a nossa esposa, nem o nosso marido, nem pessoa alguma é responsável por qualquer dos males!

Joel S. Goldsmith – "O Suprimento Invisível" – Ed. Cultrix

Ninguém vivenciaria pecado, doença ou carência, se não fosse por alguma exigência de um poder à parte de Deus. Realmente, não há nenhum poder à parte de Deus. Então, por que há pessoas que estão sempre doentes? Por que sempre morrem pessoas? E por que há uma força negativa operando como lei, que nos atrai para o pecado, para a doença, para a miséria, para a limitação e para a guerra? Só quando entendemos o que é isso, é que somos capazes de anular essa lei.

O que é essa lei? O que é essa exigência de uma individualidade separada de Deus que atua como pecado, doença, miséria ou limitação? Realmente é o nosso poodle branco que se nos apresenta através da sugestão hipnótica ou da crença universal. Onde começou, não sabemos. Só sei que neste nosso mundo há algo que age e que resulta em pecado, em doença, em miséria, em limitação, em cobiças pérfidas, em desejos espúrios e, basicamente, em morte. Esse algo clama por estar presente como um poder – como um poder da doença, um poder da morte, um poder da infecção ou do contágio. Mas, através da revelação da verdade, entendemos e sabemos que, embora a aparência seja horrível, realmente se trata de um poodle branco inexistente; trata-se da cobra inexistente na corda. É o nosso reconhecimento desse fato que resulta na cura. Nunca esqueça isso. Nunca esqueça que você não exerce a atividade que vence a doença ou a morte. Seu trabalho é entender que o que aparece como pecado, doença ou morte não é nada além de uma imagem ilusória causada pela crença universal de uma individualidade separada de Deus, e a sua convicção na natureza ilusória da imagem é o poder que cura.

Joel S. Goldsmith – “As Palavras do Mestre” – Ed. Pensamento

No exato momento em que reconheço que Deus constitui o ser individual, devo reconhecer também que ninguém contém em si mesmo a fonte de qualquer mal. Não há mal algum em ninguém, não existe nenhum mal criado por Deus e nenhum mal autocriado. Nenhum mal que se manifeste através de uma pessoa tem sua origem naquilo que, à falta de uma expressão ou palavra melhor, pode ser chamado de mente carnal universal. Para desembaraçar-se imediatamente dela, basta separá-la da pessoa e deixar essa pessoa como era originalmente, à imagem e semelhança de Deus, o Próprio Deus em expressão, a Vida se expressando como ser individual. Daí já não existe na pessoa nenhum mal: o único mal existente então é o mal impessoal, inerente à mente carnal universal.

Joel S. Goldsmith – “Viver Agora” – Ed. Ibrasa

Ver pessoas de mau temperamento simplesmente como vítimas da crença universal tende a libertá-las, porque você não a está personalizando e praticando o mal. Seus conceitos errôneos constituem uma forma de malversação. Cada mentira a respeito do alheio em que você acreditar é realmente uma forma de malversação.

As limitações de nossa sensação são impostas a nós não por algo que fazemos ou deixamos de fazer, ou por alguma coisa que pensamos ou deixamos de pensar, mas pela crença universal. Crenças materiais têm baixado até nós, não porque conscientemente as aceitamos, não porque conscientemente decidimos que seríamos como somos, mas porque subliminarmente estas coisas foram introduzidas em nossa consciência. Em outras palavras, ocorreram coisas em nossa casa, das quais como crianças não tivemos conhecimento de ver ou de ouvir, e que ficaram registradas em nossa consciência. Na escola, coisas que não tínhamos consciência de estarem circulando à nossa volta, contribuíram para criar padrões dentro de nós. Influência pré-natal, ambiente, sensações são as forças que limitam nossa experiência de vida. E todas elas estão enraizadas na crença universal dos tempos. Tudo isso junto nos faz o ser humano que somos. Temos o mundo que temos, por causa dessas crenças universais, que criaram um estado materialista da consciência.

Joel S. Goldsmith – “O Despertar da Consciência Mística” – Ed. Pensamento

Talvez tenhas andado a repetir, cheio de esperanças: “Sou rico, sou rico, sou rico” (e continuando pobre); “sou sadio, sou sadio, sou sadio” (e continuando enfermo); “sou espiritual, sou espiritual, sou espiritual” (e continuando carnal). A ineficiência dessas afirmações se deve ao fato de que nenhuma delas é a Verdade. São verdades acerca da Verdade.

Repetir afirmações, ou pensar sobre Deus, não basta para nos proporcionar a experiência do contato com Deus. Pode-se pensar em música a vida inteira e não saber distinguir uma simples nota. O pensar em música não basta para fazer o musicista. Para isso é preciso desenvolver de algum modo a consciência ou senso musical.

Assim também as palavras que pronuncies e os teus pensamentos acerca de Deus poderão permanecer como exercício puramente mental, não se concretizando em tua vida diária enquanto não houveres sentido a presença do Pai interiormente, enquanto não tiver alcançado dentro de ti mesmo a segurança de Sua paz, de Sua graça.

Procura freqüentemente entrar em comunhão interna com o Pai, e um dia Sua Luz descerá sobre ti para ficar. Poderá não ser no primeiro dia, poderá não ser no primeiro mês, poderá não ser no primeiro ano de busca. E desde então, onde quer que estejas, se te voltares para dentro, ali o encontrarás.

Levei muitos e muitos anos para chegar a sentir essa Presença interna. Quem poderá saber quanto tempo levarás para passar da especulação acerca de Deus ao conhecimento direto de Sua presença? Cada um de nós tem o molde de consciência que lhe é peculiar.

Houve pessoas que passaram a vida inteira a pensar em Deus, que viveram sempre com a Bíblia na mão e, entretanto, sempre estiveram astronomicamente afastadas de Deus. O que tinham em mente não passava de palavras, e estas não são e nunca serão Deus.

Nenhum conceito, inclusive o termo “Deus” e o termo “Cristo”, jamais se converterá n’Aquilo que Deus é. Posso afirmar que Deus não é uma palavra. O conhecimento de Deus, ou de Cristo, é uma experiência.

Podes sentir a presença de Deus, ou o Cristo, mas nunca O conhecerás intelectualmente.

Joel S. Goldsmith – “Setas no Caminho do Infinito” – Ed. Alvorada

 


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