Realidade e Aparência

Mesmo sendo visível a todas as pessoas que o sol nasce e se põe esse fato não significa uma realidade absoluta, porém relativa.

Após a ciência provar que a religião estava errada em acreditar que a Terra era plana e que o Sol girava em torno da Terra, foi que percebemos que aquela era uma realidade relativa e não absoluta.

Precisamos analisar também a questão do pecado e da doença, exemplificando cientificamente o que é realidade relativa e realidade absoluta. Assim sendo, segundo uma linguagem metafísica:

Texto de Joel S. Goldsmith

Dizer que o pecado e a doença são irreais não significa que eles não existam. Não significa que não há algo que aparece como pecado ou doença, mas significa que essa aparência não tem nenhuma das qualidades da realidade.

O significado da palavra “irrealidade”, neste sentido, não é a definição comumente aceita da palavra. Ela é usada aqui como é usada em filosofia. A palavra “realidade”, neste sentido, significa aquilo que é permanente, aquilo que é eterno, aquilo que é infinito, aquilo que sempre é e sempre será. Neste sentido da palavra, você entenderia instantaneamente a natureza irreal da doença. Houve um tempo no qual a doença não existiu, e haverá um tempo no qual ela não existirá. A doença não é real, porque não tem nenhuma essência para mantê-la ou sustentá-la. Ela existe só num sentido finito, num sentido falso, da mesma forma que duas vezes dois igual a cinco existe – não como realidade, não como uma entidade ou identidade, mas como uma aparência, uma crença ou uma ilusão ou como um sentido falso de matemática.

Isto é de importância vital para nós, porque o mundo inteiro está tentando se livrar do pecado e da doença como se fossem realidades, como se eles tivessem uma existência real. O clero está tentando curar pecadores e remover o pecado. O mundo médico está tentando eliminar a doença, e muitas vezes se sai bem. Mas este não é o nosso trabalho, nem o nosso mundo: “Meu reino não é deste mundo” (João 18:36). Se nós, como metafísicos, abordarmos o assunto do pecado e da doença como se eles existissem como realidade, e como se esperassem que fizéssemos alguma coisa quanto a eles, ou usássemos algum poder ou força para removê-los, estaríamos no mesmo nível de consciência que o mundo material ou mental. Agora, lembre-se que o trabalho espiritual não está nesse nível. Você encontrará no livro Spiritual Interpretation of Scripture e em outros escritos do “Caminho Infinito” uma exposição completa da natureza do erro e, especialmente, da natureza da crença material e mental tão diversas da realidade espiritual.

Joel S. Goldsmith – “As Palavras do Mestre” – Ed. Pensamento

A medicina alivia as dores, mas não traz uma saúde verdadeira. Devemos extrair um poder maior daquele que é encontrado no corpo ou nos pensamentos humanos, que nos dê a felicidade, a harmonia e a paz que são direitos nossos de nascença. Tal poder está disponível para todos, pois ele já faz parte do nosso ser – na verdade, é a parte maior do nosso ser. Como um iceberg, que mostra apenas uma parte de si fora da água, assim os poderes humanos do corpo e da mente não representam senão uma parcela de nossos poderes e faculdades.

Joel S. Goldsmith – “O Caminho Infinito” – Ed. Martin Claret

O que ajuda é chegar a uma percepção real da irrealidade do erro e perceber por que ele é irreal, o que é que o torna irreal. Ele é irreal porque em si e por si mesmo nunca foi nada. O treinamento se inicia pela nossa reação diante dele – não ao fazer algo pelo erro, mas ao desenvolver nossa reação diante dele até podermos olhá-lo e dizer: “Obrigado, Sombra!”. Tudo isso nos leva ao ponto no qual não há nenhuma resistência mental ao erro. Por essa razão, esse trabalho diverge totalmente de muitos ensinamentos metafísico. Estamos evoluindo para o ponto de não-reistência ao erro.

Quando chegamos a este ponto do pensamento, no qual não começamos a negar a sombra, mas onde conhecemos a irrealidade de todas as formas de pecado, doença e morte, e sabemos que eles, em si e por si mesmos, não têm poder e não podem fazer nada a ninguém, a não ser no grau de nossa reação diante deles, chegamos ao Cristo.

Supunhamos, por exemplo, que você vê um diamante e, ao olhá-lo, você o toma por uma imitação. No entanto, durante todo o tempo ele é um diamante. Onde está a imitação? Em nenhum lugar; não há nenhuma imitação. O que você está chamando de imitação representa um conceito finito ou falso de um diamante perfeito. Você aceita o seu conceito da imitação como verdade, até que um avaliador de diamante avalia a pedra e confirma que é um diamante. O que acontece com a sua imitação? Nunca houve uma imitação; a pedra existe agora e sempre existiu um diamante. Sua imitação desapareceu. Mas, de onde ela desapareceu, já que nunca teve qualquer existência? Não havia realmente nada para desaparecer, já que nunca houve uma imitação; a única existência da imitação foi como uma crença ou um sentido falso.

Joel S. Goldsmith – “As Palavras do Mestre” – Ed. Pensamento

Embora muitos ainda não tenham compreendido também os textos do sábio filósofo Nietzsche, ele denomina de “erro da razão e equívoco intelectual”, a realidade aparente (crenças) que o ser humano encara como sendo uma realidade absoluta.

Além da realidade relativa comum resultante da ilusão de óptica, há também a realidade relativa ou aparente que a mente humana criou no passado através de crenças e superstições, que hoje acreditamos tratar de uma realidade definitiva e absoluta. Estas crenças não ficam somente no imaginário, elas se externalizam como realidade através das ações humanas e da expressão de nossa consciência imbuída ou repleta de tais crenças.

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